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Embora as severas vinculações humanas com o culto egoístico ao utilitarismo, vige o amor abençoando as criaturas em variadas e formosas expressões. Apesar das demoradas experiências humanas na belicosidade destrutiva, o amor é que edifica povos e civilizações, transmitindo para a posteridade o cabedal de sabedoria e de cultura com que se imortalizam homens e nações. Não obstante a carreira desenfreada da criatura na busca das sensações grosseiras, manifesta-se o amor nos ideais de santificação e liberdade. Conquanto o hediondo espetáculo da miséria econômica e social o amor enriquece as mãos e os corações para o ministério da caridade. Apesar dos excessos atuais nos rumos da anarquia e da perversidade, o amor arma de misericórdia as mentes e os sentimentos para que o Sacerdócio da Medicina e da Enfermagem enfrentem a guerra levando ajuda aos tombados e vencidos. Sem embargo, os altos índices da criminalidade, deixando entrever que o homem perdeu o rumo do bem, o amor está levantando santuários de esperança na Terra, pensando feridas e sacrificando-se à justiça. O amor, considerado morto nestes dias de imediatismo, encontra-se, porém, vivo e vitaliza criaturas incontáveis, a fim de que mais rapidamente haja uma mudança nas estruturas, como balizas de luz, demarcando o inicio do milênio porvindouro. O amor transita anônimo enxugando suores e limpando feridas, mãos alongadas no ministério do auxílio, elaborando o mundo melhor por que todos anelamos. Há o amor de mães e de pais estóicos que se anulam no sacrifício e na abnegação, apagando os próprios ideais e renunciando-se, a fim de que os amados triunfem. Há o amor de esposos nobres que silenciam ultrajes e ofensas, atestando que a honra e a coragem constituem os êmulos para a segurança e a felicidade. Há o amor fraternal, alargando fronteiras, como antídoto eficiente aos males que solapam os alicerces sociais do mundo moderno. Sempre o amor! O amor é a presença de Deus no coração, dinamizando a paz, embora o rugir das tempestades em volta. Por que o amor? Amor é vida. O ódio asselvaja. O amor acalma. O ciúme desequilibra. O amor harmoniza. A cólera envenena. O amor sustenta. A sensualidade brutaliza. O amor dulcifica. A inveja envilece. O amor eleva. A maledicência denigre. O amor aclara. A calúnia indignifica. O amor levanta. O rancor desorganiza. O amor educa. A violência animaliza. O amor conforta. A agressividade destrói. O amor edifica. A fúria enlouquece. O amor tranqüiliza. A ignorância rebaixa. O amor salva. A vaidade intoxica. O amor libera. O orgulho perverte. O amor ampara. Em tudo o amor tem preponderância. O amor sobrevive. O amor de Deus, que engendrou a Criação, é o hálito da vida. A harmonia do amor aciona o mecanismo dos mundos mediante as leis sábias da gravitação universal. O amor, a manifestar-se no sol, nutre e sustenta a vida em todas as suas expressões na Terra. As paixões inferiores fazem queimar enquanto o amor aquece sem ferir. Por amor, Jesus se transferiu do sólio do Altíssimo a fim de conviver com os homens, suportá-los, auxiliá-los e erguê-los às culminâncias da munificência de Deus. Fora, portanto, do amor, não há felicidade, porque o amor é a base da caridade. Sem o amor não vige o perdão, nem a justiça realiza o seu mister, fazendo-a derrape na impiedade. Só o amor possui o élan vital para erguer a criatura ao seu Criador, num sublime processo de união e ventura. Disse Jesus: “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos.” Em tudo e todos o amor. Eis porque o amor. Joanna de Angeli Quem escolhe intenções elevadas no exercício de suas atividades, jamais esbarra no fracasso infeliz |